11 de julho de 2020
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Paróquia de São Francisco de Assis – P. Afonso

A Igreja de São Francisco

Foi a primeira Igreja católica da cidade. Construída pelos operários da Chesf no ano de 1949 sobre uma pequena colina, tem estrutura em pedra da própria região, retirada das obras de construção da primeira usina e de sua barragem. Sua inauguração se deu em 17 de fevereiro de 1950. A imagem de São Francisco foi entronizada após uma procissão ocorrida em 07 de abril de 1950. A Igreja de São Francisco é um marco histórico. É um dos poucos patrimônios remanescentes da criação do município e é considerado pela geração atual como um cartão de visitas da nossa cidade.

Construída com uma abóboda no estilo das igrejas suíças, cujo teto. Relativamente pequena, a nave tem 90 metros quadrados e sua bancada de madeira comporta cerca de 80 pessoas sentadas, pois na época da construção a Igreja atendia a população católica de trabalhadores da usina. Na parede superior de fundo, o medalhão de São Francisco de Assis. Nas paredes laterais, as estátuas de São José e São Pedro, Nossa Senhora da Conceição e do Sagrado Coração de Jesus, além dos quadros que representam a via-crucis de Jesus. A porta dupla da entrada da igreja representa as tábuas dos dez mandamentos e foi construída pelos mestres carpinteiros Juci Vieira de Melo, irmão de João Vieira, da Sorveteria Botijinha, da Rua da Frente e Sebastião das Neves, que também construíram os bancos, bem como o altar da Igreja. Meste Juci que depois de sair da Chesf ingressou na Marinha Brasileira, teria dito: “Irei embora mas o meu trabalho ficará e será apreciado por muitos”.

Curiosidades sobre a Igreja

Para a sua construção, foram feitas peças de teatro organizadas por Horácio Campelo, funcionário da Chesf e um exímio artista nato da época.

Há registro da primeira grande procissão quando da entronização da imagem do padroeiro São Francisco na igrejinha de pedra construída pelos operários que faziam a 1ª Usina e a Barragem Delmiro Gouveia.

O medalhão de São Francisco é uma reprodução da obra original de autoria de O Aleijadinho que está na Igreja de São Francisco, em Ouro Preto/MG. Nessa arte, Jesus está sem os braços e pernas, apenas com asas. Francisco que se torna os braços e pernas de Jesus. Ao mesmo tempo, vê-se São Francisco com as chagas de Jesus, um processo místico que realmente ocorreu com o santo, segundo os registros históricos.

Há também registros históricos de visitas ilustres a esta Igreja, tais como o Presidente Getúlio Vargas, que a visitou em 1952 e o Arcebispo de Olinda e Recife, D. Hélder Câmara, que deixou escrita a seguinte mensagem: ‘Tive a alegria de celebrar a Santa Missa em Paulo Afonso, onde encontrei um Apóstolo do Sertão, o Ver. Monsenhor Magalhães.”

O Tombamento da Igreja

No dia 04 de outubro de 2015 o prefeito Anilton Bastos Pereira sancionou a Lei que tomba como Patrimônio histórico, cultural e arquitetônico do município de Paulo Afonso a sede da Igreja de São Francisco de Assis e suas adjacências. O tombamento se deu a partir de um projeto de lei do próprio Poder Executivo que foi recebido e em sessão única, lido e discutido pela Câmara de Vereadores. O projeto de lei tramitou em regime de urgência pois a câmara admitiu a importância e a relevância da matéria. O tombamento da igreja obriga que sejam mantidas suas características originais, preservando, assim, a história do município, sendo este o grande objetivo da lei que hoje é sancionada.

 

A Festa de São Francisco

 

Celebrada de 25 de setembro a 04 de Outubro, a Festa de São Francisco, é o evento mais tradicional de Paulo Afonso, acontece ininterruptamente desde 1950, segundos os pioneiros. Passando por várias fases e se adaptando aos tempos, este evento vem procurando se atualizar sem perder suas raízes. Composta por nove noites de preparação, onde são realizadas celebrações religiosas, exposições de arte, campanhas educativas, apresentações musicais de dança e teatro, além de um espaço gastronômico.

 

 

Fontes pesquisadas: Livro História da Diocese de Paulo Afonso (Dom Aloysio Penna); Portal da Prefeitura de Paulo Afonso; Pe. Celso Anunciação e Antônio Galdino.