22 de janeiro de 2022
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Artigo do bispo dom Guido fala sobre a mensagem do Papa Francisco no domingo de Pentecostes

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Neste tempo de tantas noticias assustadoras no mundo da política, da economia e, agora, no judiciário e infelizmente também na Igreja, passaram despercebidas as palavras do Papa Francisco pronunciadas na homilia do domingo de Pentecostes.

Como sempre, com um olhar simples e profundo, nos ajuda a colher os dramas e problemas da vida e nos propõe um caminho que nasce da fé e que somos chamados a viver em nós e entre nós, para podê-lo oferecer ao mundo, visto que somos “Batizados e enviados com Igreja de Jesus Cristo em missão no mundo”.

Em primeiro lugar chama a nossa atenção a respeito da necessidade que temos do Espírito Santo, “Que não é, como poderia parecer, uma coisa abstrata; é a Pessoa mais concreta, mais próxima, aquela que muda a nossa vida. E como faz? Vejamos os Apóstolos. O Espírito não lhes tornou as coisas mais fáceis, não fez milagres espetaculares, não eliminou problemas nem opositores, mas o Espírito trouxe para a vida dos discípulos uma harmonia que faltava: a Sua, porque Ele é harmonia.”

Continuando a sua homilia, Francisco alerta a respeito do fato que quer os Apóstolos, quer cada um de nós, precisamos ser renovados e mudados por dentro, pois se torna evidente que até a própria visão do Ressuscitado não foi suficiente para tirar o medo e dar-nos a verdadeira paz. Precisamos acolher Jesus no coração: “De nada aproveita saber que o Ressuscitado está vivo se não se vive como ressuscitados.”

 “O ponto de mudança é a paz de Jesus, é a harmonia do Espírito, que é o Consolador, que nos transmite a ternura de Deus. Sem o Espírito, a vida cristã desfia-se, privada do amor que tudo une. Sem o Espírito, Jesus permanece um personagem do passado; com o Espírito, é pessoa viva hoje. Sem o Espírito, a Escritura é letra morta; com o Espírito, é Palavra de vida. Um cristianismo sem o Espírito é um moralismo sem alegria; com o Espírito, é vida.”

Um dos pontos sobre os quais Papa Francisco insiste é a respeito de como o Espírito Santo favorece a harmonia não só dentro do coração, mas também entre as pessoas, valorizando as diferenças, os carismas, os temperamentos, as pastorais, pois Ele é especialista em criar as diversidades e no mesmo tempo sabe unir. Só Deus, através do Seu Espírito sabe e pode fazer estas duas coisas.

Chama também a atenção a respeito de um perigo social e eclesial:

 “Precisamos do Espírito de unidade, que nos regenere como Igreja, como Povo de Deus e como humanidade inteira. Que nos regenere. Há sempre a tentação de construir «ninhos»: reunir-se à volta do próprio grupo, das próprias preferências, o semelhante com o semelhante, alérgicos a toda a contaminação. E do ninho à seita, o passo é curto, mesmo dentro da Igreja. Quantas vezes se define a própria identidade contra alguém ou contra alguma coisa! Pelo contrário, o Espírito Santo junta os distantes, une os afastados, reconduz os dispersos. Funde tonalidades diferentes numa única harmonia, porque em primeiro lugar vê o bem, vê o homem antes dos seus erros, as pessoas antes das suas ações. O Espírito molda a Igreja, molda o mundo como espaços de filhos e de irmãos.”

Qual o caminho?

“Para ser espirituais, para saborear a harmonia do Espírito, é preciso colocar a sua visão à frente da nossa. Então as coisas mudam: com o Espírito, a Igreja é o Povo santo de Deus, a missão é o contágio da alegria – não o proselitismo – os outros são irmãos e irmãs amados pelo mesmo Pai. Mas, sem o Espírito, a Igreja é uma organização, a missão é propaganda, a comunhão é um esforço. E tantas Igrejas fazem ações programáticas no sentido de planos de pastoral, de discussões sobre todas as coisas. Pode parecer que este seja o caminho para nos unir, porém este não é o caminho do Espírito, é o caminho da divisão. A primeira e a derradeira necessidade da Igreja é o Espírito.”

Lendo e meditando várias vezes estas palavras, vejo a riqueza que temos na nossa Diocese, mas no mesmo tempo a fadiga de unirmos tantas riquezas para podermos melhor amar a Deus e amar o próximo.

Não faltam oportunidades para abrir o nosso coração para irmos além do horizonte estreitos do nosso ‘ninho’ e assim podermos abraçar a realidade total da nossa Igreja quer no âmbito da evangelização, quer no campo da caridade e solidariedade.

Lembro mais uma vez a iniciativa do dia “C”, dia da Caridade que estamos vivendo com várias Igrejas evangélicas e grupos ligados ao Espiritismo e que acontecerá o dia 15 próximo no Sitio do Lúcio. Uma proposta que nasceu levando a sério o convite de Papa Francisco nos solicitando a vivermos o ecumenismo da Caridade.

Temos também uma grande oportunidade a partir da celebração dos 25 anos da FUNDAME, participando dos vários eventos e adquirindo a cartela do Bingo para ajudar manter esta obra nascida do grande coração do saudoso Dom Mário.

Para podermos ajudar outras obras sócias da Diocese convido a levar a sério a proposta do Governo da Bahia “Nota Premiada” cadastrando o próprio nome no site www.nbp.sefaz.ba.gov.ba escolhendo Fundação de amparo ao menor de Paulo Afonso.

Pequenas ações que ajudam Cristo a consolar através de nós.

 

Foto: Nildinho Ventura.

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