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11 de agosto de 2017 - 09:56 - Postado por Ivone Lima

Em formação para jovens da diocese, Padre Toninho explica que se deve ‘compreender’, ‘dominar’ e ‘evangelizar’ com as redes sociais

Há menos de um ano o mundo se apavorava com um jogo disponível na internet, o Baleia Azul, que incentivava jovens a cumprir metas perigosos que levariam inclusive ao suicídio. Casos de jovens que se mutilaram apareceram em Paulo Afonso, segundo professores da rede pública de ensino, e mortes de adolescentes foram ligadas pela polícia a este jogo em várias regiões do país.

Padre Toninho com os jovens da diocese de Paulo Afonso, no Centro Diocesano de Glória-BA.

Trago isto apenas para exemplificar que as redes sociais servem a dois senhores perfeitamente: tanto para o mal como para o bem, e como pede o Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil: “A comunidade eclesial precisa acompanhar com atenção toda a mídia e o que ela comunica, contribuindo com propostas e reflexões para que se constitua na sociedade uma postura crítica diante dos sistemas de informação”.

O bispo dom Guido Zendron convidou Padre Toninho, da Comissão Nacional da Juventude, para uma formação com os jovens da diocese de Paulo Afonso acerca das mídias sociais e a evangelização. O lado bom da internet, entre outros, que deve ser ampliado o máximo possível. O encontro aconteceu no último fim de semana, entre os dias 05 e 06, no Centro Diocesano de Glória.

Encontro dos padres que participam de outras formações nos mesmos dias: Tiago (Coronel João Sá) e José Raimundo (Macururé).

“As redes sociais agregam um valor extraordinário na vida dessa geração de jovens, principalmente na perspectiva dessa nova geração, ajudar e educar o jovem para o bom uso da rede social e para usar desses meios no convite a outros jovens para fazer a experiência de Cristo como eles fazem, na comunidade eclesial”, explicou Padre Toninho que segue nesta entrevista sobre redes sociais:

Juventude, redes sociais e evangelização, como encontrar a interseção?

Hoje nós sabemos que os jovens estão conectados. Viver sem mídia é como se tivesse um deserto no coração, praticamente nessa geração não se dialoga mais com eles se não for com ou através das redes sociais. Então o que se procura é encontrar um equilíbrio entre as tecnologias, e a convivência humana, eu posso dizer: o distante e o próximo. Pois as redes sociais, por mais que aparentemente sejam próximas, elas não substituem as relações pessoais, o toque, o afeto, então tem-se uma rede de relações que não possibilita isto. O grande trabalho da Igreja é contribuir com a juventude para que ela busque o equilibro entre o presencial e o distante. Eu acredito muito nas novas tecnologias e hoje vivendo aqui essa experiência do Lectionautas que significa um método para compartilhar a palavra de Deus e experiência de Deus através das redes sociais.

Padre Tiago e os jovens que vieram de outros municípios da diocese de Paulo Afonso para a formação.

A comunicação virtual não é inimiga, o negócio hoje é ter equilíbrio e fazer com as pessoas não se isolem, como a evangelização pode ajudar nisto?

Não podemos mais acusar as redes sociais como inimigo, ela veio para ficar. Devemos agora compreendê-la, entendê-la e trabalhar justamente com ela para que ela não domine você e sim você domine ela. Essa é a arte. As redes são um bem para o mundo contemporâneo, tudo o que nós fazemos hoje é compartilhar ampliar a visão do mundo. Você está em um lugar e tem relação com o mundo inteiro, por exemplo, você se organiza para ajudar refugiados na Europa, pela seu alcance, e a igreja prepara os jovens para que eles sejam em seus respectivos lugares multiplicadores da palavra de Deus.

Padre Toninho: “Redes sociais não podem ser tratadas como inimigas, há grandes possibilidades se bem exploradas.”

A nova perspectiva

Nós estamos vivendo um tempo maravilho com esse pontificado de Francisco, dessa Igreja em saída, como ele secretário da Conferência de Aparecida em 2007, ele realmente trouxe para a Igreja este documento com a Igreja em saída, igreja discípula e missionária e isto está sendo muito rico para a juventude, porque cada carta do Papa, cada jornada mundial, cada texto que ele faz coloca o jovem como prioridade. Estamos saindo dos temas mariológicos que ele colocou na jornada diocesana da juventude, nos três anos e agora o sínodo da juventude que envolve todas as dioceses a responder as questões sobre o que eles querem da igreja, o que eles esperam e o que eles compreendem da Igreja. Então o Papa é muito sábio, primeiro ele faz o sínodo da Família, porque é na família que emana todas as coisas, a solidez da vida humana passa pela família e agora ele convoca a juventude, esse sínodo agora nos trás muita esperança e isto nos motiva.

 

Pascom.

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