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25 de junho de 2017 - 09:23 - Postado por Ivone Lima

“Se você não acha que Francisco seja a cura, você não entendeu qual é a doença”

23/6/2017 – Primeira parte da entrevista do vaticanista americano John Allen, em Crux, com Pe. Julián Carrón

Ainda que muitos católicos, especialmente os mais conservadores, achem muitas vezes o Papa Francisco um pouco provocador para o sistema, o responsável do influente movimento eclesial de Comunhão e Libertação afirma que, se você não acha que o Papa seja a cura, então você não entendeu a natureza da doença que estamos enfrentando num mundo secularizado e pós-moderno.

Papa Francisco ‘provocador para o sistema’.

MILÃO – Provavelmente melhor do que muitos outros, o padre Julián Carrón, sucessor do carismático sacerdote italiano Dom Luigi Giussani na condução do influente movimento de Comunhão e Libertação, cuja base natural está entre os católicos mais conservadores, entende que o Papa Francisco pode ser um choque para o sistema.

Ainda assim é um firme defensor de Francisco, e insiste em afirmar que, se você não acha que este Papa seja a cura, então não entendeu a natureza da doença que estamos enfrentando num mundo secularizado e pós-moderno.
“Às vezes podemos não entender certos gestos do Papa, porque não entendemos totalmente as implicações do que ele define como uma ‘mudança de época’”, disse Carrón a Crux na última segunda-feira.

“É como pensar num tumor como um simples caso de gripe, e assim a ideia de tratá-lo com quimioterapia poderia parecer drástica demais” acrescentou. “Mas, uma vez que tivermos entendido a natureza da doença, percebemos que não vamos conseguir vencê-la com aspirina”.

Em sua casa em Milão, entre outros assuntos, Carrón falou com Crux da edição em língua inglesa do seu livro A beleza desarmada (Desarming beauty) sobre a natureza do “acontecimento” cristão.
“As mudanças que estamos atravessando são tão radicais, tão sem precedentes, que entendo por que tantas pessoas não compreendem ainda o que está acontecendo, ou os gestos do Papa Francisco”, afirmou. “Mas, se não compreendermos estes gestos agora, vamos compreendê-los no dia em que virmos as consequências que estão produzindo”.

Carrón defende que o que aconteceu na modernidade foi o fato de as pessoas terem perdido de vista o que significa ser homem; a crise, portanto, é muito mais profunda do que a simples recusa deste ou daquele preceito moral, e o que hoje é necessário não são apelos morais ou argumentos teológicos, mas o poder de atração que tem uma vida cristã vivida em sua plenitude.

“Vejo que muitas pessoas estão perturbadas e embaraçadas com o Papa, assim como as pessoas estavam com Jesus na sua época – e em particular, recordemos, as pessoas mais ‘religiosas’”, declara. “Por exemplo os Fariseus, que não enxergavam todo o drama da situação dos homens que tinham à sua frente, queriam um pregador que simplesmente dissesse aos homens o que deviam fazer, impondo-lhes pesados fardos”.

“Tudo isto não era suficiente para fazer a humanidade recomeçar, depois veio Jesus, que entrou ns casa de Zaqueu sem chamá-lo de ladrão e pecador; isso poderia ter parecido uma fraqueza. Pelo contrário, ninguém desafiou Zaqueu como Jesus”, disse Carrón. apenas entrando na casa dele.

“Todos os que tinham condenado a sua conduta de vida não moveram um único milímetro da sua posição. Foi aquele gesto totalmente gratuito de Jesus que teve sucesso onde os outros tinham falhado”, declarou.

Fundado por Giussani em 1954, Comunhão e Libertação é um movimento eclesial laico na Igreja Católica; está particularmente difundido em Itália, mas hoje está presente em cerca de oitenta países do mundo. Teve ilustres apreciadores ao longo dos anos, entre os quais o Papa Emérito Bento XVI, que celebrou as exéquias de Giussani e tem para seus serviços domésticos algumas mulheres do grupo de CL dos Memores Domini.

Nascido na Espanha, e durante muito tempo ao lado de Giussani, Carrón assumiu a condução de Comunhão e Libertação em 2005, depois da morte do fundador.
Longe de considerar que há uma fratura entre Francisco e seus predecessores, João Paulo II e Bento XVI, Carrón insiste em afirmar que Francisco encarna hoje a “radicalização” de Bento.

“Diz as mesmas coisas, mas de uma forma que se transmite a qualquer um, simplesmente através dos gestos, sem com isso reduzir de modo algum a profundidade do que disse Bento”, afirmou.

Substancialmente, o livro de Carrón é uma síntese da visão da vida cristã proposta por Giussani, tal como foi amplificada por cada um dos três últimos Pontífices. A ideia chave é a de que o Cristianismo é uma “beleza desarmada”, ou seja, uma forma de viver que não se impõe por nenhum outro poder que não seja o da atração que ela tem em si mesma.

“Queria mostrar que o poder da fé está em sua beleza, em sua atratividade. Não precisa de nenhum outro poder, de nenhum outro instrumento, ou de circunstâncias particulares para resplandecer, assim como as montanhas não precisam de mais nada para nos cortar a respiração”.

A seguir, a primeira parte da conversa de Crux com Carrón:

Crux: O título A beleza desarmada é uma resposta explícita ao terrorismo e à violência de matriz religiosa?
Carrón: É uma resposta explícita a uma forma diferente de ver a fé, a partir daquilo que a torna única. São Paulo uma vez definiu o que Deus realizou ao fazer-se homem como um “despojar-se” de sua divindade, de seu poder divino. Jesus apareceu na história despojado de qualquer forma de poder, unicamente com o esplendor de sua verdade que emanava da sua pessoa, da sua forma de agir, de olhar, de entrar em relação com os outros, sua misericórdia, sua capacidade de abraçar as pessoas e compartilhar sua vida, de compartilhar as feridas dos outros. Toda a força do seu amor por nós passou pela sua “humanidade desarmada”.

Um dos ensaios do livro foi escrito logo após o ataque ao Charlie Hebdo em Paris; nele o senhor afirma que o desafio é criar um espaço para “um encontro real entre propostas de significado, ainda que diferentes e múltiplas”. Pode explicar-nos a que se refere?
Muitas pessoas estão à procura de um significado para sua vida, de uma razão para ir trabalhar, para criar uma família, para enfrentar a realidade, e muitas vezes não a encontram e tentam fugir de várias maneiras. A questão fundamental é esta: num momento em que o valor absoluto para nós, modernos, é a liberdade, a única possibilidade de não voltarmos a cair na força para limitar a liberdade dos outros é que exista um espaço onde as pessoas possam encontrar-se livremente, para compartilhar o significado da vida, daquilo que cada um acha que significa viver plenamente. Se isto não acontece, então o vazio que permanece acaba por gerar conflitos.
As pessoas não podem viver sem um significado, e se o vazio permanecer acabaremos por gerar pessoas que, mais cedo ou mais tarde, sofrerão a tentação da violência… em casa, no trabalho, e de algum modo acabarão no terrorismo. O problema é como responder à falta de significado que muitas vezes vemos na sociedade hoje. Só podemos sair disso numa sociedade livre, num espaço livre, no qual as pessoas possam encontrar-se e confrontar-se a respeito das formas com que cada um escolhe viver, e sobre como é possível fazer escolhas diferentes.

O senhor diz que estamos experimentando uma “profunda crise do humano”. Acredita que o Papa Francisco tenha também a mesma percepção, e como lhe parece que ele está tentando responder a isso?
Ele tem plena consciência de que a primeira questão diz respeito à natureza da crise, porque ela é muitas vezes reduzida simplesmente a uma crise econômica, ou a um problema de valores, enquanto é muito mais profunda. Diz respeito ao que nos torna homens, com a passividade que vemos em muitos jovens, que parecem não ter motivações nem sequer para sair de casa…

É o que Giussani chamava de “o efeito Chernobyl”, não é? É como se uma espécie de radiação tivesse esvaziado as pessoas de significado.
Exato, este esvaziamento da humanidade que deixa as pessoas incapazes de sentir um verdadeiro interesse por alguma coisa. É um problema que tem sua raiz na indiferença, na apatia. Muitas vezes, tentamos responder a isso com regras, com procedimentos, para tentar ao menos limitar a violência que muitas vezes nasce desta indiferença. Mas tudo isto responde às consequências, não vai à raiz do problema. Enquanto não respondermos às necessidades reais das pessoas, revelando a sua capacidade de encontrar um significado que torne a vida vivível, não responderemos inevitavelmente à real natureza da crise, cujas raízes estão nesta redução do que significa ser homem.
E este é o motivo por que estou otimista, porque estou convencido de que o cristianismo pode oferecer sua maior contribuição precisamente nesta situação. Cristo começou tudo encontrando pessoas que, olhando para ele, deram por si dizendo: “Nunca vimos coisa igual”, e o seguiram. Não havia alternativa à sua presença, e aquele encontro deu início à maior revolução da história. A única questão é se somos conscientes da incrível graça que recebemos como cristãos.

Como é que, na sua opinião, o Papa Francisco leva adiante esta ideia da fé como uma experiência que se enraíza num encontro?
Ele é capaz de apresentá-la da forma mais simples, através dos gestos que faz, da sua atenção às pessoas, da forma como fala com todo o mundo. Leva as pessoas a entender da maneira mais simples, com os gestos, da mesma forma com que Jesus se fazia compreensível por meio dos gestos.
É difícil ajudar as pessoas a compreender todas as dimensões de fenômenos como a imigração, por exemplo, mas quando ele foi a Lampedusa tornou tudo visível num instante, era impossível não entender o que estava dizendo. Ele nos fez sentir o desejo de entender de onde vinha tudo isto. O mesmo acontece quando se aproxima de alguém que tem problemas no trabalho, ou que precisa de perdão. É como Jesus, que deparava com todas as feridas do seu tempo e respondia a essas feridas.

E, no entanto, parece que alguns não entendem o Papa, ou talvez não concordem com ele. Citou Lampedusa… o Presidente da Câmara, que era famoso em todo o mundo por sua ação de acolhimento aos refugiados, acabou de ser derrotado nas eleições, ficando em terceiro.
As mudanças que estamos atravessando são tão radicais, tão sem precedentes, que entendo por que tantas pessoas não compreendem ainda o que está acontecendo, ou os gestos do Papa Francisco. Mas, se não compreendermos estes gestos agora, vamos compreendê-los no dia em que virmos as consequências que estão produzindo.
Se começarmos a levar a sério o problema da imigração, o problema da pobreza, as dificuldades de tantas pessoas feridas, sozinhas, necessitadas de misericórdia, isso conduzirá a um determinado clima social e então veremos as consequências de uma forma que nem sequer imaginamos. Por exemplo, quando o Papa usa o termo “muros”, está se referindo a situações que teriam sido inimagináveis apenas dez ou quinze anos atrás. Quero dizer, um muro no coração da Europa mais de vinte anos depois da queda do muro de Berlim?
Nossa capacidade de entender [o Papa] depende da nossa capacidade de compreender a natureza do desafio que temos à frente. Às vezes não entendemos certos gestos do Papa porque não entendemos a fundo as implicações do que ele define como uma “mudança de época”. É como pensar num tumor como um simples caso de gripe, e assim a ideia de tratá-lo com quimioterapia poderia parecer drástica demais. Mas, uma vez que tivermos entendido a natureza da doença, percebemos que não vamos conseguir vencê-la com aspirina.

No livro, o senhor passa de maneira desenvolta das citações de João Paulo II a Bento XVI e a Francisco. Muitas vezes esses três papas são postos em contraposição uns com os outros, mas o senhor parece ver uma grande continuidade entre eles.
Vejo uma grande harmonia, ainda que cada um deles tenha tido de enfrentar tempos diferentes. É o que o cristianismo sempre fez. Cada um enfrentou um conjunto de condições históricas nas quais a vida cristã era chamada a desenvolver-se, e cada época reúne um conjunto de desafios diferentes aos quais o cristianismo é chamado a responder de forma concreta. João Paulo II surpreendeu toda o mundo com sua capacidade de comunicação. Parecia difícil encontrar outro como ele, e depois chegou Bento, que impressionou todo o mundo com sua inteligência, sua capacidade de discernimento e de esclarecer certos temas de um modo que mais ninguém teria conseguido fazer.
Depois de Bento, mais uma vez parecia que não poderia haver mais ninguém como ele. Porém chegou um papa que, a meu ver, é a radicalização de Bento. Diz as mesmas coisas, mas de uma forma que se transmite a qualquer um, simplesmente através dos gestos, sem com isso reduzir de modo algum a profundidade do que disse Bento. Parece-me que os três foram à raiz das coisas, não ficaram na superfície, mas foram ao coração do que estava acontecendo concretamente em sua época.
Neste sentido, há uma harmonia que impressiona também a muitos leigos, e é a capacidade que a Igreja parece ter de dar uma contribuição nova e original para enfrentar os novos desafios que tem pela frente. Temos nestes três papas um exemplo claríssimo: cada um deles, no seu momento histórico, soube responder aos desafios desse momento.

O senhor não gosta dos rótulos políticos, mas sabe bem que Comunhão e Libertação goza de uma grande reputação na Igreja, especialmente entre os católicos mais “conservadores”. Alguns destes estão hoje preocupados em relação ao Papa Francisco, acham que ele está, de alguma maneira, “reduzindo” as coisas, deixando de lado ou minimizando a doutrina tradicional. O que diria a eles para tranquilizá-los?
A primeira coisa que eu diria é que devemos começar pelo reconhecimento da natureza real do desafio que temos pela frente. Não podemos compreender plenamente a ação do Papa Francisco se não compreendermos a natureza do que está acontecendo, desta “mudança de época”. Se o nosso diagnóstico não levar isto em conta, não poderemos entender a importância de certos gestos deste Papa. Se, pelo contrário, começarmos a entender a profundidade da crise, alargaremos os nossos horizontes e começaremos a ver certos gestos como uma resposta profética a esta nova situação.
Vejo que muitas pessoas estão perturbadas e embaraçadas com o Papa, assim como as pessoas estavam com Jesus na sua época – e em particular, recordemos, as pessoas mais “religiosas”. Por exemplo os Fariseus, que não viam todo o drama da situação dos homens que tinham à sua frente, queriam um pregador que simplesmente dissesse aos homens o que deviam fazer, impondo-lhes pesados fardos. Tudo isto não era suficiente para fazer a humanidade recomeçar, depois vem Jesus, que entrou ns casa de Zaqueu sem chamá-lo de ladrão e pecador; isso poderia ter parecido uma fraqueza. Pelo contrário, ninguém desafiou Zaqueu como Jesus fez, apenas entrando na casa dele. Todos os que tinham condenado a sua conduta de vida não moveram um único milímetro da sua posição. Foi aquele gesto totalmente gratuito de Jesus que teve sucesso onde os outros tinham falhado.
O que é necessário para mudar uma sociedade como aquela em que vivemos? O método usado por Jesus com Zaqueu. [Com o Papa Francisco] temos de nos lembrar do modo com que muitas pessoas de bem, sinceramente religiosas, reagiram a Jesus. Para elas, a forma como Jesus agia era uma espécie de escândalo, no sentido mais forte do termo, um obstáculo para crer.

Está dizendo que os fiéis católicos que criticam o Papa Francisco, por exemplo em relação à Amoris Laetitia, não entenderam o que está em jogo na cultura de hoje?
Acho que sim. Acredito que o que falta hoje é uma compreensão profunda do desafio que temos de enfrentar no plano humano. Às vezes os críticos queriam que o Papa repetisse certas frases, certos conceitos, mas eles são vazios para muitas pessoas, e o são há muito tempo. Ou querem ter regras para seguir, como se isso pudesse curar as pessoas, ou pudesse levar alguém a “verificar” a fé na própria experiência. O mesmo problema que temos todos, inclusive nós, que muitas vezes não somos capazes de transmitir a confiança no futuro aos nossos colegas de trabalho, aos nossos amigos. Só se formos corajosos para reconhecer a situação, sem sentirmos sempre a necessidade de nos defender, é que talvez aprendamos alguma coisa.

É óbvio que o que preocupa algumas pessoas é o fato de que Jesus, quando foi ao encontro de Zaqueu, tinha o objetivo de fazer com que ele mudasse o seu coração. Hoje, para alguns, parece que o Papa, e com ele certos padres e bispos, se empenham num “encontro” sem a mesma expectativa de que seja para uma conversão dos erros.
A conversão não depende do gesto, depende de nós. Quando vamos ao encontro de um ladrão, levamos a nós mesmos a esse encontro. Jesus não teve problemas em ir à casa de Zaqueu, sem precisar explicar-lhe toda a sua teologia ou as regras morais. Foi porque a verdade se encarnava na sua pessoa. O problema que se põe é: que pessoa encontra quem nos encontra? Se o que encontram em nós é simplesmente um manual de coisas para fazer, já as conhecem e não são capazes de pô-las em prática. Mas, se se encontrarem diante de uma pessoa que lhes oferece amor, começarão a desejar ir atrás daquela pessoa e ser como ela, que foi o que aconteceu com Jesus.

Creio que muitos estariam de acordo sobre o fato de não ser preciso partir das regras, mas o que preocupa as pessoas é se chegaremos alguma vez a ter regras.
Se uma pessoa se apaixona, a um certo ponto isto acontece naturalmente. Quando uma pessoa se casa, e está realmente apaixonada, é natural que deseje limpar a casa, cozinhar um bom almoço, e por aí afora. O problema hoje é que as pessoas não estão encontrando ninguém por quem faça sentido empenhar-se a este ponto. Este gênero de encontro não é um código ético.

Concretamente, muitíssimas pessoas, inspirando-se no Papa Francisco, afirmam hoje que a Igreja deve acompanhar o mundo LGBT, por exemplo, ou os fiéis divorciados recasados civilmente, e nós o fazemos regularmente. Mas o que os críticos dizem é: tudo isto não deveria evoluir até o ponto de dizer que a conduta deles deve mudar?
Vou responder com um exemplo. Achamos muitas vezes que a alternativa é não dizer nada ou ser ambíguo. Eu conheci um grupo de casais, famílias, que reunia entre 18 e 20 famílias; nenhum desses casais era casado, por diversas razões, às vezes até compreensíveis. Algumas famílias pertencentes a Comunhão e Libertação começaram a passar um tempo com eles, sem lhes dizer nada a respeito da sua situação “irregular”. Com o passar do tempo, todos se casaram! Encontraram-se na frente de pessoas que viviam a vida de família de uma forma que não podia deixá-los indiferentes. No fim, casaram-se todos, não porque alguém lhes explicou as regras ou a doutrina cristã sobre o casamento, mas porque não queriam perder aquilo que viam na casa daquelas outras famílias.
No cristianismo, a verdade se fez carne. A única maneira que temos para compreender a fundo esta verdade feita carne é encontrando e olhando para uma testemunha. Toda a liturgia do Natal diz respeito à plenitude de Deus que se torna visível. Se não se tivesse tornado visível, nunca o teríamos compreendido… este é o grande desafio.
É inútil perguntar aos outros se eles são tudo o que deveriam ser. A verdadeira questão é: nós somos testemunhas convictas da fé? Ainda acreditamos na beleza desarmada da fé? Uma pessoa apaixonada sabe o que fazer, e uma pessoa apaixona-se encontrando alguém. Isto é o que faz da experiência de Jesus uma “revolução copernicana” para a humanidade.

Texto original em inglês: cruxnow.com

Fonte: (Passos.tracce.it)

 

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